Comentário: Rihanna – “Sledgehammer”, trilha sonora de Star Trek Beyond

Minha primeira pergunta é: mais alguém surtou de ouvir a Rihanna cantar tão bem assim?

Eu estava rolando a timeline do Instagram aleatoriamente quando me deparei com um pôster de Sledgehammer. Minha reação? Fucei o YouTube inteiro até achar um vídeo descente dessa música inteira, e postei no meu Facebook e Twitter (quem me segue lá viu). Mas, infelizmente, ele foi bloqueado, então só pude colocar o trailer aqui. Fazer o quê.

Pelos mesmos motivos que eu gosto de Star Wars, isto é, meu pai sempre gostou e me ensinou a gostar também, eu adoro os novos filmes de Star Trek. Daí é certo que minha ansiedade para Star Trek Beyond está enorme, e fiquei revoltada quando descobri que vão adiar a estreia no Brasil por causa – supostamente – dos Jogos Olímpicos. Imaginem então o que eu senti quando descobri que a música tema do filme seria cantada por uma das minhas cantoras favoritas?

Eu já ouvi “Sledgehammer” umas três vezes e simplesmente amei. Gostei de como é bonita e sensível – também, parece  que quem escreveu foi a Sia – e achei que a Riri cantou MUITO bem. Acho incrível como, em seus álbuns, ela nem sempre usa seus ótimos vocais, mas usa nas trilhas sonoras que faz. Quem se lembra de “Towards The Sun” (podem ler meu comentário aqui)? Rihanna deveria cantar mais assim nas músicas de seus CDs, não concordam?

Para os sortudos que poderão ver o filme na estreia, fora do Brasil, minhas invejas, hahahaha! A nós aqui, só resta esperar, e ficar ouvindo “Sledgehammer” pra ficar na sofrência.

E vocês, o que acharam?

Motivo Da Minha Ausência

Olá, queridos, como estão?

Sim, faz um tempo que vocês não me veem por aqui. Nem no canal, no blog de ballet… Basicamente, eu meio que sumi esse semestre. Mas, felizmente, estou de volta agora, e acho mais do que justo explicar por que tenho estado tão ausente.

Por isso eu gravei esse vídeo no meu canal contando tudo, e resolvi postar aqui também, assim todos poderiam assistir. Ele explica resumidamente por que eu estive fora todo esse tempo e quais são (mais ou menos) os planos para o meu próximo semestre. Digo mais ou menos porque ainda estão em aberto, e talvez ainda leve um tempo para que sejam totalmente definidos. Mas, enfim, aqui está o vídeo:

Me desculpem mesmo toda essa ausência por aqui. Fiquei muito triste de não ter podido escrever sobre BatmanXSuperman, Guerra Civil, X-Men: Apocalypse… Todos filmes que eu estava louca pra ver e escrever sobre, ou ao menos gravar um vídeo. Espero que, daqui pra frente, eu consiga compensar isso. A verdade é que toda essa história de mudar de faculdade, estudar e não saber o que fazer com a própria vida tirou muito o meu ânimo, então eu simplesmente não consegui escrever nada. Mais uma vez, sinto muito, e espero poder compensar.

Beijos para todos, nos vemos no próximo post!

Minha Música!!!

Oi, pessoal! Se vocês leram este título e estão pensando justamente nisso, SIM, vocês vão finalmente me ouvir cantar!

Minha primeira música original já está disponível para download online! Você pode comprá-la aqui:

http://www.cdbaby.com/cd/iapsa

Agora que eu já dei meu chilique costumeiro, deixem-me contar um pouco da história dessa música:

Eu escrevi “Black Music Star” aos 13 anos, e, na época, era para ser a música que cantava o meu sonho de ser famosa. Bom, ainda é, na verdade. Aos 15 anos, ganhei de presente de aniversário poder gravar a música no estúdio, e esse foi o resultado. Demorei para ter coragem de colocá-la à venda, mas agora ela finalmente está disponível para todos vocês ouvirem. Eu espero sinceramente que gostem!

Além disso, também criei um site oficial para mim. Está em inglês, mas logo no topo da página vocês poderão clicar em uma bandeirinha do Brasil, que os levará para a versão brasileira do site:

http://iapsaofficial.wix.com/iapsaofficial

Lá, vocês terão os links para minhas fan-pages, instagram, twitter e meu canal oficial do YouTube (não o do blog).

É isso aí, minha gente! Gostaria de pedir, por favor, que vocês compartilhem a minha música com seus amigos e comprem, se puderem! Em pouco tempo ela estará disponível no iTunes, na Amazon e em muitas outras lojas virtuais e serviços de streaming.

Muito obrigada e tudo de bom pra vocês!

Comentário: “Joy – O Nome do Sucesso” e uma lição sobre lutar por seus sonhos

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Quando vi no ano passado que Jennifer Lawerence estrelaria um filme baseado em fatos reais, fiquei logo imaginando a que personagem ela daria sua ótima atuação desta vez. O filme “Joy” (Joy – O Nome do Sucesso) foi um dos que eu disse que queria assistir em 2016, para quem se lembra do meu vídeo sobre os filmes de 2016 que mais estavam me deixando ansiosa. Realizei esse desejo hoje à tarde, e a surpresa foi que acabei gostando mais do filme do que esperava.

Jennifer Lawerence está brilhante como sempre, desta vez interpretando Joy, uma mulher que, quando criança, adorava inventar coisas e dizia que faria isso para o resto da vida, mas tem uma vida frustrada, cheia de dívidas, um casamento mal-sucedido e dois filhos para criar. Uma atuação bem diferente das de “Trapaça” ou “O Lado Bom Da Vida” (até mesmo de “Jogos Vorazes”, mesmo que essa não tenha rendido nenhum Oscar), mas, como eu disse antes, Jennifer está ótima e colocou todo o seu talento nessa personagem. Porém, não foi só isso que me fez gostar do filme.

Quem assistir, vai perceber que a frustração que Joy sente não é só relativa ao casamento, ao emprego ruim e às dívidas, e sim por ter se tornado alguém que ela não era e desistido de seu grande sonho de ser uma inventora. A história desta mulher é real, mas o fato é que isso acontece com a grande maioria das pessoas no dia a dia e nós nem notamos mais, de tão normal que se tornou. Quantos de nós tínhamos sonhos quando crianças e deixamos de correr atrás deles porque a vida adulta nos impediu, ou as escolhas erradas, a falta de sorte? Quantas Joys não existem por aí? Homens, mulheres, estamos vivendo em um mundo em que é cada vez mais difícil lutar até o fim por seus sonhos. Essa rebelde aqui que vos escreve bate nessa tecla há anos e, mesmo assim, está caindo na armadilha que sempre quis evitar. Questão de tempo? Talvez, mas não foi isso que eu vi em “Joy”, porque mesmo com a vida toda ferrada como estava, Joy decidiu, após todos aqueles anos, parar de se esconder e tentar fazer o que realmente queria.

O filme mostra diversos sonhos e pensamentos da personagem, e vários deles incluem sua própria imagem quando pequena, cobrando a esperança e a fé nos sonhos que Joy costumava ter. Não coincidentemente, eu também vivo sonhando e imaginando isso. O que aconteceu com aquela garota sonhadora afinal? É isso que Joy se pergunta até perceber que a garota ainda vive nela, basta ela querer.

Pode parecer clichê, mas filmes como esse são do tipo que devem ser vistos por todo tipo de público. Porque, mesmo que “Joy” não seja o melhor filme do ano, consegue pelo menos fazer quem está assistindo refletir sobre o que está fazendo na vida; se está virando uma Joy ou se ainda tem tempo de mudar de caminho antes que as coisas fiquem tão complicadas quanto ficaram para ela. Até mesmo porque Joy decidiu dar um basta nisso e arriscou tudo o que ainda tinha em seu velho sonho, mostrando para todos que o tempo não é limite: é possível.

Portanto, eu recomendo o filme com certeza, para adolescentes, adultos, idosos… Todos têm um pouco de Joy dentro de si, seja com invenções ou com uma profissão em especial, um sonho artístico, uma realização pessoal… Não importa se você é homem ou mulher, jovem ou não; não esconda sua Joy interior.

Sendo um comentário, eu normalmente não colocaria uma nota para o filme, mas como esse me tocou nesse assunto em especial, vou dar um 8,0. Acho justo e bem ponderado. Não é o melhor filme do ano, como eu disse, mas com certeza vale a pena ser visto.

Resenha: “Star Wars – O Despertar Da Força”

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Título: Star Wars – O Desptertar Da Força (Star Wars – The Force Awakens)

Diretor: J. J. Abrams

Estreia: 17 de Dezembro 2015

Depois de dez anos, a continuação da saga Star Wars finalmente chegou. Já viu o resultado: festa dos fãs na porta do cinema antes do começo da primeira sessão no Brasil. Eu estava entre eles. E confesso que nunca tinha visto algo tão interativo antes, porque a gritaria quando as luzes da sala finalmente apagaram foi digna de show de rock. É sério.

Então o filme por fim começou, daquele velho jeito que todo mundo que já assistiu Star Wars conhece. Depois da introdução, o espectador já está bem à par do que está se passando no novo episódio de Star Wars: temos a República, a Primeira Ordem (comando militar que se originou dos resquícios da Estrela da Morte) e a Resistência (rebeldes que lutam contra a Primeira Ordem). E depois disso chega a hora de nos introduzir aos novos protagonistas: Finn, um stormtrooper que se rebelou contra a Primeira Ordem, e Rey, uma catadora de lixo que leva uma vida pobre em um planeta de desertos, onde espera pela volta de sua família perdida. Também já era de conhecimento do público que alguns antigos personagens estariam nesse filme, como por exemplo Han Solo e a princesa Leia Organa.

Se alguém ainda estiver confuso, “O Despertar Da Força” não é um reboot de Star Wars, então a retomada de elementos de outros episódios da saga está presente durante todo o filme (fazendo o público vibrar, algumas vezes), para interligar o novo episódio ao resto da série. Mas “O Despertar Da Força” tem uma história própria que se sustenta, sem irritar o público por excesso de easter-eggs nem deixar ninguém confuso com detalhes desnecessários. Conhecendo a história de Star Wars razoavelmente, já é possível entender esse novo filme sem problemas. Porém, a trama em si é relativamente simples, então não adianta ir ao cinema esperando a complexidade de “A Vingança Dos Sith”, muito menos o drama e a política. Assim como o começo das duas outras “trilogias” de Star Wars, esse primeiro filme é mais uma introdução à história que a história em si. No entanto, no caso de “O Despertar Da Força”, uma transição, pois ele vai interligar a história dos antigos personagens com a dos novos.

Falando um pouco deles agora, todos são bem convincentes e tiveram atuações muito boas, tanto os novos quanto os antigos (Harrison Ford aind aprece o mesmo Han Solo de antes, fiquem avisados!). Ah, e um comentário à parte: o novo robozinho BB-8 vai amolecer seu coração, simples assim. Já que falamos dos heróis, vamos falar também dos vilões do filme: não há muitas informações sobre objetivos da Primeira Ordem além de destruir a República e tomar o controle da galáxia, muito menos sobre as intenções ou origens de seu chamado Líder Supremo – não, não estou falando de Kylo Ren, embora seja ele quem apareça no trailer como vilão olhando para a máscara destruída de Darth Vader. Porém, falando de Kylo Ren, é nele que está um dos possíveis defeitos do filme: a falta de um vilão com personalidade própria. Também há pouco no filme sobre Kylo Ren além de ele saber usar a Força e querer mais que tudo continuar o que Darth Vader começou. Ele tem potencial para ser um bom vilão; talvez a falta de personalidade seja apenas porque ainda estamos no primeiro filme. Só podemos esperar para ver. De qualquer forma, quem estava acostumado com vilões como o próprio Darth Vader e o Imperador Palpatine vai sentir um pouco a falta disso no filme.

Fora isso, “O Despertar Da Força” conta com a ótima trilha-sonora de sempre, as mesmas transições de cena, e o mesmo clima de batalha entre o bem e o mal que Star Wars sempre teve, só que com os incríveis efeitos especiais de hoje em dia, que elevaram o filme a um outro nível. Embora a luta ainda seja a mesma dos seis filmes anteriores, o lado da luz contra o lado negro da Força, a história não fica cansativa em momento algum e consegue agradar a todos os públicos: os velhos fãs que estavam ansiosos pela conexão entre esse filme e os outros, quem procura cenas de ação cheias de tiros e voos de nave, os que preferem uma história de amizade e luta contra o medo e até aqueles que não são assim tão ligados em Star Wars e estão começando a assistir a saga recentemente. Porque uma coisa é certa, e a sala de cinema de hoje era a prova disso: Star Wars não é do tempo de um ou de outro, porque simplesmente não tem idade – passa por gerações há quase 40 anos e nunca fica velho.

Melhor Parte:

O filme é bom por inteiro, mas, bem… Todo fã de Star Wars ama lutas de sabre-de-luz, e “O Despetertar Da Força” tem uma… Não vou falar mais para não dar spoilers, vão lá ver.

Pior Defeito:

Como eu já disse, isso pode ser só porque a nova trilogia está só no começo, mas Kylo Ren poderia ter mais personalidade como vilão além da idolatria a Darth Vader. Vamos torcer para que isso venha nos próximos filmes, bem como outras estratégias da Primeira Ordem para tomar a galáxia além de pura batalha. Isso deixaria a trama mais interessante.

Opinião Pessoal:

Eu não sei exatamente que tipo de fã de Star Wars eu sou. Conheci a saga pelo meu pai, que sempre gostou MUITO de ficção-científica, e meus filmes favoritos são com certeza os da segunda trilogia (na ordem da história 1, 2 e 3), principalmente “A Vingança Dos Sith”, que eu por acaso assisti hoje de manhã logo antes de ir para o cinema. Eu noto claramente a diferença entre os três filmes que eu prefiro e os outros, incluindo “O Despertar Da Força”: eu gostava muito das cenas no Senado, de Padmé como rainha e senadora da República, dos cavaleiros Jedi lutando para proteger a democracia, etc. Dá para entender por que isso acabou nos filmes 4, 5 e 6, mas, levando em conta o final de “O Retorno De Jedi”, eu imaginava que esse clima político fosse voltar em uma possível continuação de Star Wars. Para minha infelicidade, isso não aconteceu, mas isso não fez com que eu não gostasse do filme. Na verdade, ir assistir logo na primeira sessão foi uma experiência muito especial, porque eu fui contagiada pela ansiedade dos outros fãs e aproveitei muito mais o filme. Acho que Star Wars ainda tem muita história para contar, e “O Despertar Da Força” foi só o começo dessa nova era da saga. Fico agora à espera do novo filme, só para ver onde essa história que conquista gerações vai dar.

E só mais uma coisa: “Iapsa, não assisti os outros filmes de Star Wars, devo começar por esse?”. Não. Na verdade, como eu já disse, se você nunca tiver assistido mas conhecer a história, entender você vai, mas não vai aproveitar o filme direito e, certamente, alguma coisa vai ficar perdida. “O Despertar Da Força” não se atem a detalhes dos outros filmes para conectar as histórias, mas quem não viu os outros filmes ou só viu algumas cenas mais famosas, além de não saber esses detalhes, não vai saber algumas coisas menos específicas que vão ser retomadas no novo filme, que é preciso ter pelo menos assistido os outros para se lembrar. Então, não, eu não recomendo que alguém que não assistiu os outros filmes de Star Wars comece a saga pelo episódio 7.

Nota Final: 9,0

Resenha: Jogos Vorazes – A Esperança (O Final)

Todas as séries chegam ao fim. Para “Jogos Vorazes”, o dia do término foi hoje, 18 de Novembro, dia da estreia de seu último filme, “A Esperança – O Final”. Todos os fãs estavam extremamente ansiosos para ver a conclusão da saga, e eu, mesmo tendo lido os livros, não era exceção. Como minha resenha de “A Esperança – Parte 1” ficou um pouco longa (me empolguei…), vou tentar fazer essa mais curta e com menos detalhes, assim quem ainda não viu o filme vai poder ler sem se preocupar com spoilers.

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Título: Jogos Vorazes – A Esperança (O Final) [The Hunger Games – Mockingjay (Part 2)]

Diretor: Francis Lawrence

Estreia: 18 de Novembro de 2015 (20 nos países além do Brasil)

Vale lembrar como terminou A Esperança Parte 1: Peeta telessequestrado, Katniss olhando para ele com o pescoço machucado, e os rebeldes comemorando o resgate dos vitoriosos. É numa continuação quase imediata a essa cena que a Parte 2 começa: Katniss no hospital voltando a falar depois que seu pescoço melhorou. Quem tiver lido o livro vai reconhecer as frases ditas por ela para testar sua voz.

O diretor Francis Lawrence disse que, para a produção, era como se estivessem filmando um filme de seis horas e depois cortando-o em dois. Embora o corte tenha ficado bom, a cena de início da Parte 2 deu realmente a impressão de ser continuação de alguma coisa, porque entra na tela bem bruscamente, sem nem um fade ou fala introdutória.

O filme avança rápido no início, mas, infelizmente, tem um certo problema de ritmo após um determinado momento. Não que fique cansativo ou chato, mas pelo menos quarenta minutos do longa são apenas cenas de ação e suspense enquanto o esquadrão 451 (do qual Katniss faz parte) tenta chegar à Capital. Não custava ter colocado mais cenas dizendo o que se passava no Distrito 13 enquanto isso, ou simplesmente ter diminuído esse percurso todo. Além disso, uma das cenas mais fortes e emocionantes durou apenas alguns segundos e não teve uma continuidade digna depois. Isso precisava ter sido melhor. Se bem que, se houvessem diminuído o resto das cenas de ação, não haveria muito mais no filme, e essa questão já volta ao problema de ser necessário dividir o filme em duas partes ou não.

Longe de dizer que as cenas de ação não foram satisfatórias; a maioria foi muito bem gravada, e uma em especial está ASSUSTADORA. De verdade, alguns vão sair com medo dos bestantes que a capital criou para atacar os rebeldes desta vez.

E, falando em bestantes, temos o retorno de Peeta à história, mas com as memórias totalmente modificadas e acreditando que deve matar Katniss na primeira oportunidade que tiver. Bem, já era possível ver isso na cena de corte de A Esperança Parte 1. O estado de Peeta permanece na Parte 2; uma atuação ótima de Josh Hutcherson mais uma vez – na verdade, talvez a melhor do filme – mas com a ressalva de que o desenvolvimento e a solução dessa questão ficaram um pouco… Rápidos demais. Poderiam ter sido melhor trabalhados também. Isso daria mais verossimilhança à história.

Verossimilhança essa que também ficou prejudicada não por detalhes “esquecidos”, como ocorreu na Parte 1, mas por alguns fatos inventados ou colocados como no livro. Mas, nos dois casos, sem explicação nenhuma, o que certamente deixou quem não leu os livros um pouquinho confuso em alguns momentos. Ainda nessa comparação, algumas passagens também foram modificadas, mas no geral as adaptações ficaram bem feitas.

Outra coisa que melhorou foi a trilha sonora. Mesmo que o velho tema-padrão de Jogos Vorazes continue tocando em momentos não apropriados, no resto do tempo as músicas combinaram muito bem, e há menos momentos de silêncio que na Parte 1. E quanto à trilha sonora auxiliar, não tivemos uma para o fim da saga. Porém, a música tocada nos créditos é a mais perfeita possível. Quem assistir vai ver.

As atuações não deixam a desejar; Snow continua maquiavélico, tanto quanto a presidente Coin, os discursos de vários líderes rebeldes estão cativantes, e como eu já citei antes, Josh Hutcherson mostrou muito bem o drama de seu personagem. Quem desta vez ficou um pouco abaixo dos outros foi a própria Katniss. Não por falta de talento de Jennifer Lawrence, mas porque a personagem em si ficou sem expressão boa parte do filme. Talvez isso tenha sido proposital, mas, pelo menos para mim, não foi a melhor forma de retratar Katniss no último filme de Jogos Vorazes. Mais uma vez, poderiam ter havido entradas em seus pesadelos, alucinações… Ou mesmo um pouco mais do transtorno de estresse pós-traumático que ela tem no livro, tinha na Parte 1, mas parece ter desaparecido nessa parte. Ah, quem leu o livro vai perceber também que algumas partes do fim foram extremamente suavizadas. Talvez isso não tenha sido uma má ideia, mas mesmo assim foi uma diferença muito grande.

No entanto, assim como em A Esperança Parte 1, essas falhas são superáveis diante do resto do filme. Ele com certeza prende o espectador, deixa os fãs com lágrimas nos olhos e conclui muito bem a série Jogos Vorazes. Obviamente não vou falar o final aqui, mas vou detalhar um pouco mais o que achei dele na “opinião pessoal”, logo abaixo. Deve-se fazer jus à história, que já era muito boa nos livros, e o filme também acabou muito bem. Com certeza os fãs, e talvez até mesmo os que foram pegos de surpresa pela série esse ano ou ano passado, tiveram aquela tristeza alegre quando os créditos começaram, anunciando que Jogos Vorazes finalmente chegara ao fim.

Melhor Parte:

Vou repetir o que fiz ano passado: minha parte favorita foi a última cena. Não posso contar, então quem quiser saber vai ter que assistir.

Pior Defeito:

Os detalhes inseridos sem explicação. A maioria deles teoricamente faz referência a coisas acontecidas no passado, mas que nunca foram mostradas nos outros filmes, então eu acho que teria ficado melhor se houvessem sido mencionadas coisas que o expectador realmente já viu, e assim poderia se lembrar. O mesmo vale para os detalhes que estavam no livro, mas não foram para os outros filmes.

Opinião Pessoal:

Eu vou ser sincera: gostei sim do filme, e quem viu meu vídeo de reação saindo da sala do cinema viu o quanto que eu já tinha chorado antes de gravar aquilo. A Esperança – O Final me trouxe memórias muito boas de quanto tempo faz que eu já gosto de Jogos Vorazes e o quanto essa série foi importante para mim. Honestamente, não gostei muito de como o final se desenvolveu e como as coisas foram resolvidas, mas acho que o filme melhorou o que estava no livro, nesse quesito, então já merece um pouco de mérito. Além disso, a suavização do fim acabou me agradando também, porque, se todo o resto relativo à mente frágil de Katniss havia sido suavizado ou ignorado, ficaria desnecessário colocar tudo o que estava no livro naquele momento.

A trilha sonora ainda me irritou um pouco, se bem que fiquei aliviada por não haver trilha sonora auxiliar, porque não gostei da anterior. Os detalhes inseridos também pareceram desnecessários, ao meu ver, mas, como eu disse, é superável. Jogos Vorazes é muito importante para mim, e eu sei que vou sentir muita falta de todos os personagens, principalmente dos que morreram no curso da história. Mas eles estarão sempre no meu coração, assim como Panem inteira, porque uma série que a gente gosta, a gente nunca esquece. Não é verdade?

E, no fim das contas, vou acabar dando a mesma nota para as duas partes do meu querido Mockingjay.

Nota Final: 8,0 (ok, vamos de 8,5 porque um pouquinho melhor que o outro ele foi!)